O Especialista na Arte de Amar



Feliz Dia do Amor!

Hoje, traduzindo em um belo clichê, “o amor está no ar”… Dia dos namorados é assim mesmo, euforia para os casais e martírio para alguns solteiros de plantão.

E já que o assunto é relacionamento, vamos mais fundo. Será que namoro tem mesmo prazo de validade ? O amor romântico ainda tem vez nos dias de hoje? O tema é tão complexo que a psicologia moderna tem dedicado esforços extras para entender o sujeito contemporâneo e suas peculiaridades.

Embora tanto caminho tenha sido trilhado pelos casais na luta por direitos iguais às mulheres, individualidades respeitadas e liberdade sexual, o namoro, ao que parece, ainda é registrado pelas pessoas como uma espécie de “cursinho” para o casamento, pelo menos é isso que afirma o psicólogo Alexandre Bez, especializado em relacionamento.

Ele também acredita que o namoro tem sim prazo de validade. A culpa, em parte, é da velha e conhecida “vilã” das histórias de amor que desandam, a “acomodação”

Alexandre Bez diz que o período de três anos é o suficiente para o casal se conhecer e traçar metas. A temida fase de acomodação se instala de mansinho quando um dos dois fica desleixado em relação ao relacionamento e ao outro. Deixa de ser carinhoso, atencioso e educado, reclama mais e deixa de agradar o parceiro como costumava acontecer no início do namoro.

Para o especialista, a vida moderna traz uma excelente opção para o casal que deseja casar no papel: morar um tempo juntos antes. “O casal poderá se descobrir ainda mais, pois vivenciará situações novas, como divisão de contas, aprender a respeitar o espaço alheio e a se verem a todo o momento”. Para Bez, essa fase que antecede o casamento pode trazer grandes benefícios para a união estável do casal. A primeira experiência fora da casa dos pais pode trazer mais maturidade para ambos.

“Antigamente os casamentos eram arranjados e as moças não tinham escolha, hoje em dia o “ficar” amplia círculo de relacionamento, mas dificulta a estabilidade emocional” explica Bez.

E é na transição entre uma relação descompromissada e a decisão de um relacionamento firme ou um casamento que muita coisa se desfaz no ar.
Se já é tão difícil hoje em dia levar em frente uma relação de namoro madura, imagine um casamento, que não dá nem de longe para ser uma união de faz de conta? Afinal o dia-a-dia de casados é cheio de armadilhas e joga na cara a todo momento que o buraco é mais embaixo. “Casamento é dividir as tarefas do lar, contas, vida sexual nem tão freqüente e não apenas uma aliança na mão esquerda”, conta Alexandre

Para se sair bem seja qual for o anseio ou o estado civil, o psicólogo dá algumas dicas para os namorados ou casados se conhecerem melhor:

Aprendam a compartilhar a vida diária – dividir com o companheiro angústias, problemas no trabalho, dificuldades financeiras.

Dividam sonhos e sentimentos – programem, por exemplo, um passeio para o final de ano.

Argumentem – a conversa ainda é a melhor maneira das pessoas se entenderem.

Organizem programas com os colegas – não se afastem dos amigos, programem passeios como teatro, cinema, organizem encontros em casa e com amigos.

Tenha tempo só para você – reserve um tempo só seu, relaxar, curtir suas músicas preferidas, ir ao cabeleireiro, etc.

Riam dos próprios defeitos – enfrentar as dificultados com bom humor é mais saudável.

Lembre-se, não coloque muito estresse no que é, simplesmente, o encontro de duas vontades. A felicidade amorosa passa muito mais pela nossa própria disponibilidade do que pelo outro. Feliz Dia dos Namorados aos que têm um par e Feliz Dia do Amor aos que estão em busca de alguém!

Por Karina Conde

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